A presidenta da República, Dilma Rousseff, disse hoje (16) que o governo não vai interferir nos trabalhos da Comissão da Verdade. Os sete membros que vão apurar violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988 foram empossados hoje em cerimônia no Palácio do Planalto.
“Ao convidar os sete integrantes não fui movida por critérios pessoais, nem por avaliações subjetivas. Escolhi um grupo plural de cidadãos sensatos e ponderados, preocupados com justiça e com o equilíbrio, capazes de entender a dimensão do trabalho que vão executar – faço questão de dizer – com toda liberdade, sem qualquer interferência do governo, mas com todo apoio que precisarem”, garantiu Dilma.
Segundo a presidenta, a comissão deve trazer à tona graves violações de direitos humanos, no entanto, isso não será um instrumento para revanche contra agentes do Estado que praticaram esses crimes. “Não nos move o revanchismo, o ódio ou desejo de escrever uma história diferente do que acontece, mas escrever uma história sem ocultação”.
Durante seu discurso, a presidenta se emocionou ao lembrar os desaparecidos políticos: “O Brasil merece a verdade, as novas gerações merecem a verdade e sobretudo merecem a verdade factual. Aqueles que perderam amigos e parente continuam sofrendo como se eles morressem de novo e sempre a cada dia”.
Roberto Bertholdo
Um dos mais antigos e famosos diamantes mundiais, o Beau Sancy, foi vendido em um leilão em Genebra, por US$ 9,7 milhões (cerca de R$ 19,3 mi) – o dobro do valor esperado.
O diamante de 35 quilates pertenceu a Maria de Médici e foi usado em sua coroação como rainha da França, em 1610.
Desde então, ele passou pelas mãos de inúmeras famílias reais europeus que o utilizaram para ostentar sua riqueza – ou para pagar suas dívidas.
Roberto Bertholdo
A top brasileira Gisele Bündchen é um dos temas mais comentados entre os usuários do Twitter. A modelo aparece na capa edição de junho/julho da revista “Vogue” francesa.A foto mostra Gisele só com a parte inferior do biquíni e com o bumbum coberto de areia
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), criticou hoje (15) a decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu ontem (14) habeas corpus ao empresário de jogos ilícitos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A decisão suspendeu o depoimento dele na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Cachoeira, que estava marcado para esta terça-feira.
”A decisão do Supremo Tribunal Federal é para ser cumprida, por mais que nós tenhamos a noção de que é uma decisão que pode ser errada, na realidade nós entregamos ao Supremo a guarda da Constituição e é ele que interpreta”, disse Sarney à Agência Brasil.
Na noite de ontem (14), o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou pedido da defesa de Carlinhos Cachoeira para suspender o depoimento. Segundo decisão liminar do ministro, o depoimento fica suspenso até o julgamento do mérito do pedido.
Perguntado se a decisão poderia ser meramente protelatória, Sarney enfatizou que por mais que seja inadequada, a medida tem que ser respeitada. “Por mais que a gente possa julgar errada, essa decisão é do Supremo”.
Roberto Bertholdo
O ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello aceitou na noite desta segunda (14) pedido da defesa de Carlinhos Cachoeira e suspendeu o depoimento do bicheiro à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as relações dele com políticos e autoridades.
O depoimento estava marcado para as 14h desta terça (15). Cachoeira está preso no complexo da Papuda, em Brasília.
O habeas corpus impetrado pelos advogados de Cachoeira questionava decisão do presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), de negar acesso da defesa aos documentos da comissão antes do depoimento.
O ministro Celso de Mello suspendeu “cauterlamente, até final julgamento da presente ação de ‘habeas corpus’, o comparecimento e a inquirição de Carlos Augusto de Almeida Ramos perante a ‘Comissão Parlamentar Mista de Inquérito – Operação Vegas e Monte Carlo’, sustando-se, em consequência, e unicamente quanto a ele, o depoimento já designado para o próximo dia 15/05/2012″.
Com essa decisão, Cachoeira só poderá depor depois do julgamento do mérito do pedido pelo Supremo Tribunal Federal, o que ainda não tem data para acontecer.
Roberto Bertholdo
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse nesta segunda-feira (14) que os corruptores nunca são punidos no Brasil. Ele afirmou que há registro de corruptos presos, multados ou cassados, mas o corruptor quase sempre escapa ileso.
Simon declarou estranheza sobre notícias de que a holdind J&F estaria comprando a empreiteira Delta Construção, empresa considerada a maior participante em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que está sendo acusada de envolvimento com Carlinhos Cachoeira. O presidente do conselho consultivo da J&F, dona da empresa JBS-Friboi, é o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, acrescentou Simon.
Para o senador, o negócio deveria ser impedido, visto que a Delta está sendo investigada por envolvimento com negócios irregulares de Cachoeira. Além disso, afirmou Simon, o BNDES tem participação acionária na JBS-Friboi.
- Uma empresa que era um açougue, foi crescendo e hoje é o maior frigorífico do mundo, claro, com o dinheiro do BNDES. De repente, o senhor Meirelles, que foi o único estrangeiro presidente mundial do Banco de Boston, vem e assume o controle. E a CPI não faz nada, eu não consigo entender, a CPI não faz nada – disse Simon, defendendo o direito de a CPI do Cachoeira impedir o negócio e tornar indisponíveis o patrimônio da Delta para que as denúncias de irregularidades sejam investigadas e possíveis prejuízos ao erário sejam repostos.
Roberto Bertholdo

















