Buscar

Archive for abril, 2010

Folha de São Paulo
O destaque vai para a manutenção da Lei da Anistia no STF. A manchete conta o histórico do julgamento da ação e mostra como os ministros decidiram contra o recurso da OAB.

Estadão
O jornal dá a mesma manchete, com grande destaque para o artigo de Dora Kramer sobre o tema. Segundo a colunista, o ministro Eros Grau, relator, foi “ao ponto” ao dizer que lei foi amplamente negociada e não pode ser julgada por parâmetros atuais.

Correio Braziliense
A investigação de um crime no Distrito Federal causou rebuliço na polícia local. A delegada que chefiava o caso foi afastada sob acusação de prender pessoas com falsas provas. Um dos presos teria apanhado na delegacia.

Zero Hora
A manchete fala sobre a permissão da Petrobras para que a empresa Engevix comece a trabalhar na construção de uma “fábrica de casos de plataforma” no porto de Rio Grande, o maior do estado. O investimento seria de R$ 3,7 bilhões.

Mendonça de Barros, justiça 12 anos depois?

O TRF de Brasília decidiu ontem que o processo de privatização das companhias telefônicas realizado no Brasil em 1998 foi legal e dentro dos limites da ética. O principal acusado, o ex-presidente do BNDES Luis Carlos Mendonça de Barros, esperou 12 anos para deixar de ser considerado culpado. Durante todo esse período, Mendonça de Barros conviveu com a acusação e a certeza popular de que era culpado. Inúmeras foram as matérias em emissoras de TV e rádio, centenas e centenas de páginas e milhares de posts na internet. Durante longos 12 anos Mendonça de Barros teve seu patrimônio indisponibilizado; o MPF deve ter pretendido leiloar seus bens; os bancos não lhe davam mais crédito e tudo o mais que acontece em situações como esta.

Agora, restabelecida a justiça, Mendonça de Barros terá que se contentar com poucos segundos de televisão, talvez um minuto de rádio e algumas páginas de jornais e posts em sites de comunicação. Assim, será o seu minuto sem fama da justiça refeita. No Brasil, enquanto não se encontrar uma maneira de responsabilizar aqueles que se utilizam do Judiciário para fazer política ou movimentar interesses pessoais ilegítimos, situações como esta irão se repetir centenas de vezes. Isso acontece todos os dias, em todos os cantos. Sorte daquele que não for vítima disso. Um minuto, para um inocente acusado, parece mais de um século. Imaginem 12 anos.

ROBERTO BERTHOLDO

José Maria Correia.

Nosso colunista Ruy Barrozo deu nota ontem informando que o governador Orlando Pessuti, nos próximos dias, deverá indicar para superintendência do Detran o ex-delegado chefe da Polícia Civil, José Maria Correia. Em se confirmando a informação do Ruy, bem que o Pessuti poderia afastar também o presidente  do Conselho Estadual de Trânsito, considerando os resultados que o mesmo demonstrou obter na pasta a que se dedicava. Assim, não atrapalha e deixa o Zé Maria trabalhar sem intrigas ou confusões. Senão ficará difícil pro Zé.

ROBERTO BERTHOLDO

A charge do nosso Simon Taylor acabou sendo revigorada ontem pelo Jornal Nacional. Acontece que logo depois que o âncora do jornal anunciou que Lula havia sido escolhido um dos maiores líderes do planeta, contou também que outro brasileiro foi relacionado na lista da Revista Time: é o arquiteto e ex-govenador Jaime Lerner. Na minha opinião, os dois têm todos os méritos para esse reconhecimento internacional. Aí, a charge do Simon passou a valer para hoje também.

ROBERTO BERTHOLDO

A charge está valendo para hoje também.

Relógio Cartier Calibre.

Uma das mais importantes joalherias do mundo, a francesa Cartier, lançou ontem em São Paulo um novo relógio. É o modelo Calibre, que tem inspiração esportiva. Um relógio para uso diário, para aqueles que podem gastar, claro. Para o lançamento do novo modelo, a Cartier escalou o ex-jogador Raí. Há pouco mais de um mês, encontrei Raí em um voo vindo de Paris, e o mesmo me contava que ainda tem dificuldades de sair nas ruas da Cidade Luz, tamanha é sua popularidade. Raí ganhou quase tudo jogando pelo Paris Saint Germain, time mais popular da França.

ROBERTO BERTHOLDO

Luis Fernando Delazari.

Quem vai ter que fazer prova da OAB, se quiser advogar, é o ex-secretário de Segurança Pública Luis Fernando Delazari. Pelo que falei com aqueles que acompanharam a graduação do Delazari, bem como o concurso que ele fez para promotor público, juram que Delazari não passa no teste de primeira. Segundo especulam, vai ter que fazer cursinho. Imaginem o Delazari em saula de aula… Vale dizer que quando Delazari passou no concurso para promotor, seu pai era quem chefiava o Ministério Público do Paraná…houve problema com o diploma do mesmo… mas essa parte depois eu conto.

ROBERTO BERTHOLDO

Galvão Bueno vai virar marca de espumante.

A vinícola Miolo lançará até junho uma linha de espumantes com a marca Galvão, concedida pelo narrador mais querido do Brasil, Galvão Bueno. Serão dois tipos de bebida espumante: a Bueno Couvert Prestige e a Paralelo Bueno. Para autorizar o licenciamento, Galvão exigiu um padrão de qualidade superior e esta foi a maneira que a Miolo encontrou de tornar conhecido seu espumante que hoje já é considerado o melhor produzido na América Latina.m

ROBERTO BERTHOLDO

Osmar Dias: o personagem da semana.

Nesta semana o Senador Osmar Dias foi a grande estrela da política do Paraná, conseguindo concluir, com a ajuda de toda a bancada federal, a extinção da multa do Banestado. Justiça seja feita, um trabalho iniciado por ele  há mais de 18 meses e coroado com os resultados esperados pelo estado.

Neste bom momento, bem que o PT poderia acelerar os entendimentos com o senador e acabar com as diferenças que estão atrapalhando a candidatura dele como governador e, por consequência estão atrapalhando também a candidatura de Dilma Rousseff. Osmar recebeu ontem em Guarapuava título de cidadão honorário daquela importante cidade do Paraná. Já deveria estar fazendo isso como candidato da coligação PDT/PT.

ROBERTO BERTHOLDO

Professora Vera Karam de Chueiri perde no STF.

A professora da Universidade Federal do Paraná Vera Karam de Chueiri foi uma das advogadas que sustentou no plenário do Supremo Tribunal Federal defendendo a inconstitucionalidade da Lei da Anistia. Findo o julgamento, a tese do Conselho Nacional da OAB e da professora paranaense foi massacrada com um resultado de 7 votos contra e somente 2 a favor. Venceu o Estado Democrático de Direito.

ROBERTO BERTHOLDO

Por 7 votos a 2, o STF manteve inalterada a Lei da Anistia, não acolhendo desta forma argUição proposta pela OAB. No meu entendimento a Ordem deveria se preocupar mais com a defesa das prerrogativas dos advogados que servir a interesses de alguns poucos que se manifestam politicamente se utilizando do órgão de classe. O entendimento do STF foi no sentido de que somente instrumento legislativo poderia alterar os preceitos da lei em questão. A motivação dos que pretendiam alterar a lei tinha, no meu entendimento, interesse “revanchista” que somente faria mal a estabilidade do Estado de Direito no Brasil.

ROBERTO BERTHOLDO