Brasil
A maioria dos integrantes da Comissão Parlamentar de Mista de Inquérito criada para apurar o elo do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários decidiu suspender a sessão desta quinta-feira (17) e ignorar sugestão para votar requerimentos já protocolados para convocar os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), para depor.
A sugestão de colocar em pauta os pedidos foi feita pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), mas, em votação, a maior parte dos membros, entre eles parlamentares da base governista e da oposição, decidiu suspender a reunião.
Antes, foram aprovadas apenas a quebra de sigilo da regional Centro-Oeste da construtura Delta e a convocação de 51 pessoas, apontadas pela Polícia Federal como auxiliares de Cachoeira ou funcionários públicos.
Questionado sobre a suspensão, o deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da CPI, disse que não vê “indícios suficientes” para convocar os governadores e também não precisou uma data para votar os requerimentos. A próxima reunião da CPI será no dia 5 de junho.
Roberto Bertholdo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança nesta quinta-feira (17) sua página oficial no Facebook. Para Lula, o Facebook será uma opção para quem quiser acompanhar as suas atividades e as do Instituto Lula.
”É mais uma forma de contato com todos vocês. A internet permite que todos possam ter uma voz”, disse o ex-presidente, em vídeo. Mais de 59 mil pessoas curtiram a página até o momento.
Roberto Bertholdo
Ex-presidentes da República elogiaram nesta quarta-feira (5) a criação da Comissão da Verdade, que investigará violações aos direitos humanos cometidos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar.
Em um gesto político, a presidenta Dilma Rousseff desceu a rampa do Palácio do Planalto ao lado dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso e José Sarney.
“Foi um passo estupendo que a sociedade deu na conquista da democracia. É importante lembrar que foi a única comissão da verdade no mundo surgida de baixo para cima. Foi uma coisa surgida de povo para povo”, afirmou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Fernando Henrique Cardoso destacou que a Comissão da Verdade não é uma questão política ou de governo. “Ela [Dilma] tratou essa questão como deve. É uma questão de Estado. Ela fez bem e reconheceu. Não é uma questão política, é uma questão de cidadania, de democracia. Com isso, ela motiva a comissão a agir pensando no Brasil.”
Roberto Bertholdo
A presidenta da República, Dilma Rousseff, disse hoje (16) que o governo não vai interferir nos trabalhos da Comissão da Verdade. Os sete membros que vão apurar violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988 foram empossados hoje em cerimônia no Palácio do Planalto.
“Ao convidar os sete integrantes não fui movida por critérios pessoais, nem por avaliações subjetivas. Escolhi um grupo plural de cidadãos sensatos e ponderados, preocupados com justiça e com o equilíbrio, capazes de entender a dimensão do trabalho que vão executar – faço questão de dizer – com toda liberdade, sem qualquer interferência do governo, mas com todo apoio que precisarem”, garantiu Dilma.
Segundo a presidenta, a comissão deve trazer à tona graves violações de direitos humanos, no entanto, isso não será um instrumento para revanche contra agentes do Estado que praticaram esses crimes. “Não nos move o revanchismo, o ódio ou desejo de escrever uma história diferente do que acontece, mas escrever uma história sem ocultação”.
Durante seu discurso, a presidenta se emocionou ao lembrar os desaparecidos políticos: “O Brasil merece a verdade, as novas gerações merecem a verdade e sobretudo merecem a verdade factual. Aqueles que perderam amigos e parente continuam sofrendo como se eles morressem de novo e sempre a cada dia”.
Roberto Bertholdo
A top brasileira Gisele Bündchen é um dos temas mais comentados entre os usuários do Twitter. A modelo aparece na capa edição de junho/julho da revista “Vogue” francesa.A foto mostra Gisele só com a parte inferior do biquíni e com o bumbum coberto de areia
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), criticou hoje (15) a decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu ontem (14) habeas corpus ao empresário de jogos ilícitos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A decisão suspendeu o depoimento dele na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Cachoeira, que estava marcado para esta terça-feira.
”A decisão do Supremo Tribunal Federal é para ser cumprida, por mais que nós tenhamos a noção de que é uma decisão que pode ser errada, na realidade nós entregamos ao Supremo a guarda da Constituição e é ele que interpreta”, disse Sarney à Agência Brasil.
Na noite de ontem (14), o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou pedido da defesa de Carlinhos Cachoeira para suspender o depoimento. Segundo decisão liminar do ministro, o depoimento fica suspenso até o julgamento do mérito do pedido.
Perguntado se a decisão poderia ser meramente protelatória, Sarney enfatizou que por mais que seja inadequada, a medida tem que ser respeitada. “Por mais que a gente possa julgar errada, essa decisão é do Supremo”.
Roberto Bertholdo
















