Emprego
O número de empregos no setor industrial aumentou 0,4% na passagem de julho para agosto de 2011, segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
É a primeira alta do indicador depois de duas quedas consecutivas. Na passagem de junho para julho e de maio e junho, embora considerado em um patamar estável, o emprego na indústria diminuiu 0,1%. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em agosto, o aumento chega a 2,3%.
Na comparação com agosto de 2010, o número de vagas no setor cresceu 0,6%, sendo que, no acumulado entre janeiro e agosto, houve aumento de 1,6%, “ritmo ligeiramente abaixo do observado nos último meses”, diz o comunicado do IBGE.
Entre as 14 regiões metropolitanas avaliadas na pesquisa, nove apresentaram aumento do número de empregos na indústria. Os destaques são o Paraná (6,7%), a Região Norte e Centro-Oeste (3%) e Pernambuco (7,6%). São Paulo registrou a principal influência negativa (-1,6%).
Roberto Bertholdo
A criação da Secretaria das Micro e Pequenas Empresas ainda não tem data para sair do papel. O projeto de lei que trata da nova pasta, que vai ter status de ministério, está em tramitação na Câmara dos Deputados, onde chegou no final de março. Ele ainda precisa ser analisado por quatro comissões. Depois disso, segue para o Senado e, se não houver alteração no texto preparado pelos deputados, só então será encaminhado para a sanção presidencial.
O deputado Pepe Vargas (PT-RS), presidente da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, avalia que a tramitação do projeto na Câmara está lenta. “Acho que [as comissões] estão demorando na análise do projeto de lei. E isso acaba estimulando que o governo mande medidas provisórias ao Congresso, para agilizar a tramitação.”
Ele diz, porém, que o governo agiu corretamente ao enviar o texto por meio de projeto de lei, que exige a análise pelas comissões, ao contrário do que a presidente Dilma Rousseff fez com a secretaria de aviação.
“Tanto a Secretaria das Micro e Pequenas Empresas quanto a da Aviação Civil têm relevância. Mas, no caso da aviação, realmente havia urgência, até por conta da necessidade de apressar os investimentos em aeroportos”, disse Vargas.
Roberto Bertholdo
A presidente da República, Dilma Rousseff, nomeou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como chefe da missão especial do governo brasileiro na Assembleia Geral da União Africana, que ocorre em Guiné Equatorial entre esta terça-feira (28) e o dia 1º de Julho.
Segundo o Palácio do Palácio do Planalto, a nomeação de Lula foi feita no último dia 24 de junho, mas devido ao feriado só foi publicada nesta segunda-feira (27) no “Diário Oficial da União (DOU)”.
O encontro deste ano tem como tema “Empoderamento da Juventude para o Desenvolvimento Sustentável”. Lula deve falar sobre o tema do encontro para os chefes de estado e de governo no dia 30 de junho.
Desde que deixou a Presidência, Lula tem se dedicado a iniciativas para a promoção da integração e cooperação do Brasil com os países africanos.
Além do ex-presidente, que vai chefiar a missão, a delegação brasileira terá a presença do embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, Subsecretário-Geral Político do Ministério das Relações Exteriores, Eliana da Costa e Silva Puglia, embaixadora designada do Brasil para a República da Guiné Equatorial e de Isabel Cristina de Azevedo Heyvaert, embaixadora do Brasil em Adis Abeba.
Roberto Bertholdo
O Plano Brasil sem Miséria, que a presidenta Dilma Rousseff lançou nesta quinta (2), após seis meses no cargo, tem como uma das principais metas retirar 16 milhões de pessoas da extrema pobreza até 2014. A elevação da renda familiar per capita das famílias que vivem com até R$ 70 por mês, a ampliação do acesso aos serviços públicos, às ações de cidadania e às oportunidades geradas por políticas e projetos públicos são outros objetivos.
O Plano Brasil sem Miséria terá como foco capacitar as pessoas para que possam ter seu próprio sustento. O governo nega que o programa tenha a finalidade de corrigir falhas no Bolsa Família, maior programa de transferência de renda governamental, iniciado na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Cadastro Único, que contém as informações sobre 20 milhões de famílias brasileiras beneficiadas por programas sociais, será a principal ferramenta do plano. De acordo com a ministra, o cadastro único não é apenas do Programa Bolsa Família: com o aprimoramento do sistema, ele tornou-se uma ferramenta de planejamento do governo federal para um conjunto de ações.
Roberto Bertholdo
Pela primeira vez desde o início das discussões sobre a reforma tributária, o governo propôs a desoneração total da folha de pagamento das empresas, informaram representantes das centrais sindicais que se reuniram com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Para compensar a perda de receita da Previdência Social, o governo aumentará os impostos que incidem sobre o faturamento das empresas.
De acordo com a proposta, a alíquota de 20% da folha de pagamento que as empresas pagam para contribuir à Previdência Social seria gradualmente zerada em três anos. Em 2008, o governo tinha proposto a redução da alíquota de 20% para 14%, mas as discussões não avançaram no Congresso. Neste ano, o governo tinha informado apenas que desoneraria a folha de pagamento, mas não tinha apresentado o percentual.
No lugar da contribuição sobre a folha de pagamento, o governo aumentaria o PIS/Cofins, contribuições que incidem sobre o faturamento, ou criaria um tributo específico para financiar a Previdência Social. As alíquotas seriam diferenciadas, conforme os setores da economia, sendo menores para atividades mais intensivas em mão de obra, como as indústrias, e mais altas para setores com alto grau de tecnologia, como bancos.
Roberto Bertholdo
O Paraná tem vários motivos para comemorar o Dia da Indústria, celebrado nesta quarta-feira, 25 de maio., diz o presidente da Fiep. O setor, que responde por um terço do PIB do Estado, vem conquistando bons resultados na economia nos últimos meses. Fechou o primeiro trimestre de 2011 com crescimento de 10,81% nas vendas industriais e alta de 6,22% no nível de emprego.
Este é o melhor trimestre da indústria paranaense em toda série histórica pesquisada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) nos últimos 25 anos.
Hoje a indústria paranaense conta com 42 mil empresas e emprega 762.114 trabalhadores. Segundo estimativas econômicas, a tendência é que o setor continue se desenvolvendo, com perspectiva de crescimento de 4% para este ano. Para trilhar este caminho, o Sistema Fiep, a maior organização representativa da indústria paranaense, que agrega Sesi, Senai e IEL, vem trabalhando intensamente para fomentar e desenvolver as ações do setor produtivo, de maneira que seus reflexos tragam impactos positivos para toda sociedade.
Nesta missão foi realizado o aporte de mais de R$ 225 milhões em obras e investimentos em infraestrutura no Paraná. “São esforços que repercutem em qualidade de vida, como a marca de um milhão de atendimentos em 2010 nas áreas de saúde, segurança, esporte e lazer, além de 500 mil matrículas nas unidades do Sesi e do Senai em todo Estado”, destaca Rodrigo da Rocha Loures, presidente do Sistema Fiep.
Roberto Bertholdo
A partir de agora, as empresas serão obrigadas a dar o vale-transporte ao funcionário caso não consigam provar que ele não precisa do benefício. Esse foi um dos entendimentos aprovados hoje (24) pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), num pacote de medidas que vão mexer no cotidiano do trabalhador brasileiro.
Outra decisão diz respeito ao uso do celular da empresa. O tribunal decidiu que o empregado não fica de sobreaviso ao levar o celular da empresa para casa.
Os ministros do TST firmaram posição sobre mais de 20 questões que envolvem as relações de trabalho. As medidas devem orientar outras instâncias da Justiça do Trabalho em todo o país e podem ajudar a reduzir conflitos entre empregadores e empregados. Isso porque as partes vão saber de antemão, em alguns casos, se serão derrotadas no seu pleito em última instância.
Sobre o uso do celular da empresa, até hoje, decisões diferentes na Justiça motivavam ações de funcionários cobrando pagamentos adicionais por ficarem com o telefone. Agora, cabe ao trabalhador provar que, além de estar com o celular do trabalho, ficou à disposição da empresa no horário de folga. O entendimento consolidado sobre o celular já era usado em relação ao aparelho de pager.
Roberto Bertholdo
A Volvo começou a pagar na última sexta-feira (13) a participação nos lucros para os 3.500 funcionários da fábrica de caminhões em Curitiba, com alta de 66% sobre o valor obtido no ano passado, segundo o sindicato da categoria. Dividido em duas parcelas, sendo a segunda condicionada ao cumprimento de metas, o total a ser pago pode chegar a R$ 15 mil e foi definido após três dias de greve. “Fomos forçados, não houve negociação”, diz o diretor de recursos humanos da empresa, Carlos Morassutti. Entre as demais montadoras que já fecharam a PLR e anunciaram os valores, nenhuma vai pagar uma soma tão alta por funcionário neste ano.
a Renault também já acertou a PLR de seus empregados, com aumento de 30% sobre o valor fechado do ano passado. O valor máximo a ser pago, agora, é de R$ 12 mil, em duas parcelas.
De acordo com o presidente da Renault do Brasil, Jean-Michel Jalinier, o acordo foi fechado neste patamar porque a empresa tinha como argumento a contratação de mais de mil funcionários para a criação do terceiro turno, anunciada na última terça (10). Se não fosse isso, o reajuste poderia ser ainda maior, diz o executivo. Mesmo assim, ele considera esse patamar prejudicial para a competitividade da indústria e diz ser insustentável um aumento deste tipo para o ano que vem
a Volkswagen, que possui três fábricas de carros no país e mais uma de motores, conseguiu um acordo com os 5 mil funcionários de Taubaté (SP), onde fabrica o Gol e o Voyage, e os 13 mil de São Bernardo do Campo (SP), mas enfrenta uma negociação mais longa com os do Paraná. A fábrica de São José dos Pinhais, onde são feitos o Golf, o Fox e o CrossFox, está parada desde o último dia 5. De acordo com o sindicato, cerca de 6 mil veículos deixaram de ser produzidos até a última sexta.
Roberto Bertholdo
A proposta de desoneração dos tributos que incidem sobre a folha de pagamento das empresas deverá ser um dos primeiros pontos da reforma tributária que o governo enviará ao Congresso. Hoje (11), em reunião com os dirigentes das principais centrais sindicais, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, apresentou a proposta de diminuição gradativa de 2% ao ano. Com isso, ao fim de três anos, o governo terá desonerado 6% e a carga sobre a folha de pagamento terá passado dos atuais 20% para 14%.
A ideia do governo é fazer uma reforma tributária fracionada. O governo acredita que, dessa forma, será mais fácil aprová-la no Congresso até o fim do governo de Dilma Rousseff. A desoneração sobre a folha de salários foi o tema do primeiro encontro entre governo e representantes dos trabalhadores para discutir a reforma. A reunião foi conduzida pelo ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República.
Roberto Bertholdo
Os municípios de Londrina e Maringá vão trabalhar em conjunto para atrair os investimentos anunciados pelo grupo Foxconn, multinacional tailandesa de componentes eletrônicos. O grupo pretende investir cerca de US$ 12 bilhões (R$ 19 bilhões) em cinco anos no Brasil na implantação da unidade, com expectativa de gerar 100 mil empregos diretos. E já foi batizado de Cidade Inteligente.
A união entre as cidades foi definida em Maringá, em reunião entre o secretário da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, com lideranças políticas e empresariais das duas cidades.
“Londrina e Maringá decidiram se unir para oferecer esse espaço de negócio, o eixo de 100 quilômetros que distancia as duas cidades, como local para abrigar esse imenso investimento. Um fato relevante que vai influenciar a escolha de muitos empresários”, afirmou Ricardo Barros.
Na avaliação de Ricardo Barros, a ação conjunta das cidades vai tornar a região mais atraente para o empreendimento, considerando os valores a serem investidos e a demanda de mão de obra. “A oferta do eixo parece mais provável para suprir essa oferta com os diversos cursos superiores que temos na região. Sem dúvida que esse eixo é competitivo com outros que surgirão para disputar o empreendimento”, disse.
Roberto Bertholdo










