Inflação
A expectativa dos brasileiros sobre a situação econômica e a trajetória da inflação piorou, de acordo com levantamento do instituto Datafolha, divulgado neste domingo.
De acordo com a pesquisa, publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, o percentual de entrevistados que espera melhora na economia caiu de 50 por cento no último levantamento feito entre 15 e 16 de março, para 42 por cento na pesquisa realizada entre 9 e 10 de junho.
Para 37 por cento, a economia permanecerá como está, mesmo percentual da pesquisa anterior, e 17 por cento apostam numa piora do cenário econômico, ante 9 por cento em março. Quatro por cento não soube responder, mantendo o percentual do levantamento passado.
O instituto também perguntou sobre a expectativa para a trajetória da inflação, e o percentual dos que acreditam em alta nos preços subiu 10 pontos ante março, chegando a 51 por cento agora.
Ao mesmo tempo, caiu 11 pontos o percentual dos que acreditam que a inflação ficará como está, que agora é de 31 por cento.
Doze por cento dos entrevistados apostam em queda da inflação, ante 13 por cento em março. Quatro por cento não soube responder em março, contra 12 por cento agora.
Roberto Bertholdo
A agência de classificação de risco Standard & Poor’s revisou de ‘estável’ para ‘positiva’ a perspectiva para o rating de crédito soberano de longo prazo em moeda estrangeira do Brasil, reafirmando a nota em ‘BBB-’. A revisão reforça à sua recomendação de investimento no Brasil e sinaliza uma chance de que a nota de crédito soberano do Brasil possa ser elevada.
A S&P citou, entre outros motivos, sólidas expectativas de crescimento por fatores domésticos e externos para elevar a perspectiva do Brasil.
A S&P também considerou que a estrutura econômica diversificada da economia brasileira, a classe média crescente e o potencial para exportações mais altas deveriam sustentar o crescimento do PIB e a liquidez externa nos próximos três a cinco anos.
A agência considerou ainda que passos recentes para conter pressões inflacionárias de curto prazo demonstram o compromisso do governo em conter riscos macroeconômicos.
A S&P também afirmou que também manteve o rating de crédito soberano de longo prazo em moeda local em BBB+.
A S&P classifica o Brasil como ‘BBB-’, o que coloca o país no mais baixo patamar da faixa de grau de investimento. A perspectiva positiva iguala o Brasil ao Peru, que também é ‘BBB-’. O Brasil foi elevado a grau de investimento pela S&P em abril de 2008.
Outras duas importantes agências de rating –Moody’s e Fitch– classificam o Brasil como grau de investimento, com notas ‘Baa3′ (perspectiva ‘positiva’) e ‘BBB’ (perspectiva ‘estável’), respectivamente. A Fitich é a única agência de risco que coloca o país num nível acima do grau de investimento.
Roberto Bertholdo
O governo acha que as medidas já adotadas para diminuir a demanda por crédito e a elevação da taxa básica de juros (Selic) são suficientes para conter a inflação, que acumula 6,51% nos últimos 12 meses terminados em abril. Mas, se isso não ocorrer, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) poderá prolongar os ajustes na Selic até onde for necessário.
Esse foi o recado que o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, transmitiu , em Recife, onde anunciou o Boletim Regional de abril, com a evolução dos indicadores econômicos por região. Ele reafirmou a determinação da autoridade monetária, de trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% ao ano até o fim de 2012, e admitiu que além do aumento da Selic, “outras medidas poderão ser adotadas”.
Hamilton acredita, contudo, que as medidas adotadas de dezembro de 2010 para cá, com o objetivo de reduzir o ritmo da economia, farão mais efeito no segundo semestre deste ano, uma vez que há uma defasagem considerável entre a tomada de decisão e seu impacto na demanda por consumo e na inflação. Ele ressaltou que o BC já detectou queda acentuada na concessão de crédito a pessoas físicas, no primeiro quadrimestre do ano, o que mostra uma economia em ritmo menos forte que em 2010.
Roberto Bertholdo
O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou hoje (5) que a inflação no país deve ser mais baixa nos próximos meses.“Veremos uma inflação mensal girando em valores mais baixo”, disse. Segundo ele, a inflação deve ficar dentro da meta, com o nível mensal variando entre 0,35% e 0,40%. “Estaremos caminhando para o controle da inflação”, afirmou em audiência pública na Câmara dos Deputados.
Tombini enfatizou que os aumentos da taxa de juros neste ano ainda terão efeitos na economia. “Precisamos ter garantias de que a inflação vai convergir para o centro. Mas controlar a inflação não é corrida de 100 metros. É um esforço prolongado”, afirmou. Segundo ele, a inflação deve convergir para o centro da meta de 4,5% em 2012.
A meta tem margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Cabe ao BC perseguir essa meta e, para isso, usa como principal instrumento a taxa básica de juros, Selic. Essa taxa é elevada quando o BC considera que a economia está aquecida e a inflação em alta.
Tombini destacou ainda as medidas macroprudenciais já adotadas e as que eventualmente forem tomadas serão levadas em conta na hora de definir a Selic, uma vez que geram efeitos na economia.
Roberto Bertholdo
O Indice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) chegou ao fim de abril com alta de 0,95%. A leitura foi mais expressiva do que aquela apresentada na terceira medição daquele mês, de 0,80%. No quadrimestre, a inflação foi de 3,46%. Em 12 meses, o indicador teve elevação de 6,05%.
No fim do mês passado, Transportes registraram o aumento mais significativo dentre as sete classes de despesas analisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), de 2,10%. Na terceira apuração de abril, o grupo tinha subido 1,82%.
Na casa de 1% de acréscimo apareceram Vestuário (1,34%), Saúde e cuidados pessoais (1,10%) e Alimentação (1,04%). No caso deste último, os alimentos ficaram mais caros após incremento de 0,94% na terceira medição de abril. Os destaques foram hortaliças e legumes (3,71% na terceira pesquisa para 4,20% no fechamento do mês), panificados e biscoitos (-0,43% para -0,22%), laticínios (2,12% para 2,51%) e carnes e peixes industrializados (0,74% para 1,16%).
Ainda entre a terceira leitura e a medição final de abril, Habitação saiu de 0,38% para 0,47% de expansão e Despesas Diversas passaram de 0,53% para 0,81% de ampliação. Educação, leitura e recreação, contudo, deixaram um avanço de 0,36% para 0,32% na mesma comparação.
Roberto Bertholdo
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, falará em audiência pública aos integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) sobre a economia brasileira e o cenário esperado pelo governo para 2011, de acordo com requerimento do senador Francisco Dornelles (PP-RJ). A reunião ocorrerá na próxima terça-feira (3), a partir das 10h.
Um dos assuntos de maior interesse no momento é o risco de uma nova escalada da inflação, que sobe a cada mês desde setembro do ano passado. Em março, segundo o IBGE, a inflação cresceu 0,29% em relação a fevereiro; e 1,13% em relação a março de 2010, de acordo com o Índice Geral de Preços ao Consumidor amplo (IPCA). Nos últimos 12 meses, a inflação subiu em média 0,51% – levados em conta 465 produtos de diferentes áreas, como alimentação, bebidas, habitação, vestuário, saúde, educação e transporte, entre outros.
A meta da inflação vem sendo mantida em 4,5% ao ano pelo governo, apesar das apostas do mercado, que prevê elevação dos preços de 6,30 em 2011.
Roberto Bertholdo
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia nesta terça ( 19) a terceira reunião do ano para avaliar o cenário macroeconômico interno e externo, bem como seus efeitos na inflação que ameaça ultrapassar o teto de 6,5% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
O centro da meta de inflação é de 4,5%, com possibilidade de variação de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo. Mas, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que baliza as correções oficiais, acumulou inflação de 6,3% nos últimos 12 meses encerrados em março, os indicativos são de que o IPCA ultrapasse o teto da meta no segundo trimestre, devendo recuar um pouco até o fim do ano.
De acordo com o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, o recuo deve ser pequeno. Resultado de pesquisa com uma centena de analistas financeiros da iniciativa privada, feita na última sexta-feira (15), o boletim indica inflação de 6,29% neste ano, podendo recrudescer no início de 2012 por causa do reajuste de 13,08% no salário mínimo, que passará dos atuais R$ 545 para R$ 616,34, de acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) encaminhada pelo Executivo ao Congresso Nacional na semana passada.
Roberto Bertholdo
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou mais um aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) para conter o consumo e, consequentemente, aliviar pressões sobre a inflação. O aumento da alíquota, que passa a valer a partir de amanhã (8), é de 1,5 ponto percentual para operações de crédito de pessoa física. Com isso, o IOF para esse tipo de operação sobe para 3%.
Segundo o ministro, o aumento atingirá para todas as compras a prazo. Operações de crédito destinadas a empresas ou investimentos não serão atingidas pela medida. Mantega disse que, quando a demanda cair, o governo poderá revogar esse aumento da alíquota. O ministro admitiu que a inflação deste ano deverá sair do centro da meta, mas não será maior do que o índice do ano passado
Roberto Bertholdo
A presidente Dilma Rousseff assinou medida provisória (MP) que reajusta a tabela do Imposto de Renda (IR) em 4,5%. Ela também assinou dois decretos que aumentam impostos: para bebidas e para compras com cartão de crédito no exterior. Os textos serão publicados no Diário Oficial da União na segunda-feira (28).
Com a correção, que atinge todas as faixas de rendimento, a faixa de isenção do IR subiu de R$ 1.499,15 para R$ 1.566,61 por mês. A MP estabelece ainda uma política fixa de reajustes até 2015, com base no centro da meta de inflação.
O percentual de 4,5% havia sido anunciado pelo governo nas últimas semanas. O reajuste, no entanto, foi inferior ao reivindicado pelas centrais sindicais, que pediam correção de 6,46%.
Em relação aos aumentos de impostos, o primeiro decreto eleva de 2,38% para 6,38% o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) das compras com cartão de crédito no exterior. A medida tem como objetivo conter a queda do dólar ao desestimular o uso do cartão de crédito na importação.
Outro decreto aumenta o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o PIS e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para a água mineral, o refrigerante e a cerveja. O texto corrige os preços de referência que servem de base de cálculo para esses tributos.
Roberto Bertholdo
Os economistas do mercado financeiro subiram a sua previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2011 de 5,82% para 5,88%, informou o Banco Central nesta segunda-feira (21) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus – documento que é fruto de pesquisa com os economistas dos bancos na semana passada.
Trata-se do segundo aumento seguido na estimativa de inflação deste ano. Para 2012, por sua vez, a previsão do mercado para o IPCA permaneceu estável em 4,80%.
No Brasil, vigora o sistema de metas, pelo qual o BC tem de calibrar os juros para atingir os objetivos pré-estabelecidos. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.
Roberto Bertholdo










